Coragem

Sempre tentando acertar as escolhas, este é o estado em que as pessoas se encontram. A maioria delas, é só você prestar atenção. Inclusive, preste atenção em você, qual é a escolha do momento? Qual graduação escolher? Se deve pedir aquela pessoa em namoro/casamento? Se deve aceitar aquela mudança de cargo na empresa? Viajo pra fora do país ou não? Casa ou apartamento? Cachorro ou gato? Débito ou crédito? Veja, na maior parte do tempo você tem que fazer escolhas que vão mudar quase que totalmente a sua vida, que vão te dar um rumo novo, novas descobertas e desafios. E é aí que está o ponto chave, na grandeza das decisões, na importância das mudanças. Você já está acostumado com o que tem, com a forma que faz as coisas, com a sua rotina, você já tem uma “zona de conforto”(por mais que ela não seja tão confortável assim, às vezes), então quando chega num desses cruzamentos da estrada você para e não sabe pra onde deve ir. Ou isso é o que a gente acha que acontece. Em muitas das vezes sabe-se exatamente pra onde quer ir, o que quer fazer, o que quer escolher. “Quero estudar Direito”. “Sim, chefe, aceito o cargo novo”. “Está decidido, vou pra Paris”. Mas aí surgem os pensamentos, as variáveis, você começa a imaginar como será e bate o medo. Medo esse que é o que realmente te impede de tomar a decisão. Não é dúvida, nem indecisão, é medo. Medo de conseguir dar conta das atividades no trabalho. Medo de não “se encontrar” num país com a cultura totalmente diferente. Medo de não corresponder num relacionamento, ou de ser magoado. Medo de chegar no sexto período e perceber que não era Direito que você queria, era Odontologia.

O medo fala mais alto que a vontade, o medo abafa, sufoca, cria barreiras, e é preciso ter coragem pra enfrentar cada uma delas. É preciso ser firme, ser decidido, olhar para dentro de si e enxergar o que realmente te motiva, te move, te impulsiona. Não adianta você querer ficar parado nesse cruzamento torcendo para o sinal continuar vermelho porque ele não vai, daqui a pouco a luz verde acende, os carros atrás começam a buzinar e você não terá alternativa a não ser acelerar o carro.

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As buzinas são pessoas que vivem te cobrando, te questionando, que estão à sua volta tentando te influenciar de alguma forma, às vezes até querendo que você faça o que será bom pra elas, sem pensar em você. Quando essas buzinas soam mais alto do que o nosso coração o carro se move, mas não se sabe pra onde, não se sabe a qual velocidade. Não se pode pisar no acelerador por pressão, mas sim por vontade, por desejo de chegar ao destino, não porque alguém espera de você uma resposta, mas porque você quer tanto chegar que vai correr atrás, óbvio que sempre respeitando as leis de trânsito. É necessário olhar pra dentro de si, mas também não se pode sair por aí fazendo tudo de qualquer maneira só porque deu vontade. Há regras, há sentimentos alheios, ética, caráter. Mas o fato é que a motivação deve estar à frente, nunca atrás. Olhe pelo pára-brisas e não pelo espelho retrovisor. Mire o alvo, foque. Não se deixe ser levado em sua própria vida, faça você o seu caminho, encare. Ninguém nunca morreu de amor, nem de decepção, mas o que sempre se percebe é que há entusiasmo em quem fala “foi bom”, “errei mas aprendi”, “valeu a experiência”, “pelo menos vivi algo novo”, “apesar de não ter dado certo eu posso dizer que tentei”, mas quando se houve o outro lado é sempre um ar de desânimo, descontentamento com os “porque eu não fui?”, “será que teria dado certo?”, “por que demorei tanto?”, “e se…?”, sempre essa dúvida cruel. Você tem a opção de escolher tentar ou escolher lamentar. Você não tem dúvida, você tem medo, mas com o medo é que surge a oportunidade de colocar em ação a coragem. Talvez não pra eliminar o medo, mas para ir com medo mesmo!

Não fique no cruzamento dessa estrada que é a vida, muito menos pare no acostamento. No máximo uma rápida parada em um posto de gasolina para reabastecer, pegar fôlego, respirar fundo, e voltar pra estrada com disposição, com ânimo e CORAGEM!

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